Alpinópolis, Minas Gerais

Tribuna Alpina

A voz de Alpinópolis

Trazendo as principais notícias e acontecimentos de Alpinópolis, conhecida carinhosamente como "Ventania". Sua fonte confiável de informação local.

Principais

Em Destaque

Todas as notícias

Últimas Notícias

10 notícias
Liberdade de imprensa em Alpinópolis
Editorial

Liberdade de imprensa em Alpinópolis

A queda da censura, ainda durante o regime militar, e a garantia de liberdade de expressão contundentemente redigida na Constituição Federal de 88, são marcos fundamentais na redemocratização brasileira. Essas conquistas espinhosas custaram sacrifícios ao povo. Há que entender a liberdade de imprensa como uma capacidade que tem o individuo de publicar e acessar informação (usualmente na forma de notícia), através de meios de comunicação em  massa, sem interferência do estado. Embora a liberdade de imprensa seja a ausência da influência estatal, ela pode ser garantida pelo governo através da legislação. Ao processo de repressão da manifestação dos pensamentos e ideias é que chamamos de censura. E ela, discretamente, vem dando sinais de que pode estar voltando e, aos poucos, começa a sufocar a livre expressão. Já dizia Thomaz Jefferson, esse baluarte da democracia norte-americana, que “é preferível viver em um país sem governo, mas com imprensa livre, do que o contrário”. Exaltada seja a democracia e seus defensores! Portanto, há os que entendem ser a imprensa livre um inconveniente a seus sistemas políticos semi-ditatoriais. Em pequenas comunidades como Alpinópolis, sob a ameaça de ver o poder escorrer por entre os dedos devido à publicação da verdade, os poderosos articulam-se e, usando do poderio disponibilizado pela máquina pública, impõe a repressão a quem deseja somente, e tão somente, levar a verdade ao povo. Um dos meios usados para ameaçar a imprensa é uma artimanha denominada Censura Judicial e, por aqui, os ardilosos donos do poder já começam a botar as manguinhas de fora e direcionar seus exércitos de juristas aos órgãos de imprensa local. O Tribuna Alpina é um canal de comunicação que propõe, desde seu nascimento em 2012, a trazer informação e fomentar a cidadania. A proposta central é munir o cidadão com informações de qualidade para que este forme sua opinião e, dessa forma, exerça com plenitude sua cidadania. Tudo pautado na verdade, na mais absoluta verdade. E o que não vamos e nem consideramos possível aceitar, tendo como base a nossa Constituição Federal, é a censura prévia e a tentativa de utilizar o Judiciário para nos intimidar e nos calar. Mesmo diante das ameaças desta famigerada Censura Judicial, afirmamos que o jornal não mudou (e nem mudará) em nada sua cultura da irreverência e proposta de direcionar críticas ácidas aos desmandos do poder público local. Com o mesmo ânimo do início continuaremos dando vida aos valores de liberdade e independência que são o fundamento de nossa identidade. Continuaremos informando, investigando, entrevistando, editando, publicando e desenhando sobre todos os temas que nos pareçam legítimos, em um espírito de abertura, enriquecimento intelectual e debate democrático. O Tribuna Alpina deve isso a seus leitores. Nós, do corpo editorial do jornal, devemos isso à democracia.  Ao referir-se a seus perseguidores, certa feita disse o escritor tcheco Vaclay Havel, opositor ferrenho do totalitarismo, que: “nós não somos como eles”. Achamos por bem nos apossar da expressão deste herói da liberdade para afirmamos que os conhecemos bem e, definitivamente, “nós não somos como eles”. Essa é a nossa força. Queremos uma Alpinópolis diferente e para isso vamos dizer a verdade, independente de quanta pressão vamos ainda receber. Não tem sido fácil, estamos em luta com forças políticas enraizadas no poder alpinopolense há décadas. Sabíamos das dificuldades quando o projeto foi iniciado e estamos dispostos a ir até o fim, pois “nós não somos como eles”.

Claudio Krauss

19 de Março de 2015

POLÍTICA E ESGOTO SE MISTURAM
Editorial

POLÍTICA E ESGOTO SE MISTURAM

A administração municipal se esforça, e muito, para vender ao maior número de pessoas possível a ideia de que a implantação da autarquia municipal pré-denominada SASALP (Serviço Autônomo de Saneamento de Alpinópolis) é um negócio da China.  O grito vindo das bandas da prefeitura é um só: melhor pagar 60% (para a nova autarquia) do que 90% (para a COPASA) sobre o valor da conta de água. Segundo pregam, a primeira opção é uma grande vantagem e refutá-la soaria como um verdadeiro sacrilégio. Dessa forma, o assunto foi levado para debate em uma audiência pública realizada às pressas, onde uma votação por contraste, do tipo “quem quer autarquia levanta a mão”, definiu a imposição do pagamento da tarifa de 60% (criação da autarquia), ou seja, por meio de uma metodologia de escrutínio inadequada e antecedida por pouca carga de informações, essa importante questão, que vai mexer no bolso do alpinopolense todos os meses pelo resto dos tempos, foi aceleradamente determinada. Esse tipo de decisão requer discussão técnica aprofundada e não pode ser diminuída por votações simplistas, devido à complexidade do tema. Na tal audiência pública, ao invés de indagarem se o povo  preferiria autarquia ou COPASA, a pergunta mais pertinente deveria ter sido: “Além de trabalhar mais de cinco meses por ano só para pagar impostos e taxas, você é a favor de tirar ainda mais dinheiro de seu orçamento familiar e dá-lo à administração municipal para gerir o sistema de esgoto?” Certamente na cabeça do cidadão, este que vai ser sacrificado e sofrer com a cobrança do “novo” serviço, surgem muitas interrogações. Já que se viu sem melhores alternativas e vai ser obrigado a pagar mais uma tarifa, qual a real vantagem que leva nisso? O serviço de coleta de esgoto já é feito em Alpinópolis pelo Departamento Municipal de Obras Públicas (de maneira satisfatória, diga-se de passagem) e a cobrança por ele é uma módica quantia que vem embutida no IPTU. Então, qual é a mudança que justifica a cobrança de mais essa tarifa? O contribuinte alpinopolense vai penar com um valor correspondente a 60% da conta de água para obter que tipo de vantagem? Mistério… A título de ilustração, suponhamos que o leitor pague mensalmente R$ 40,00 para que a COPASA coloque água tratada dentro de sua casa. Com a nova instituição, ele será obrigado a pagar também um valor de R$ 24,00 para que a SASALP retire essa água de lá em forma de esgoto. Nessas condições em um lar que, por exemplo, se sustente somente com um salário mínimo, a nova tarifa corresponderá a mais de 3,3% do orçamento familiar. E se tem nova cobrança deveria haver também um novo benefício. E qual é esse benefício? Isso ninguém esclareceu. O fato é que as autoridades, buscando cumprir as metas administrativas impostas pelas instâncias superiores, fazem um grande carnaval com obras faraônicas, mas quem acaba pagando a conta é o pobre do trabalhador. O Brasil é um dos países com a maior carga tributária do mundo (cerca de 38% da renda do cidadão é consumida pelos altos impostos) o que sacrifica seu rendimento substancialmente. Como se isso não bastasse, o brasileiro que vive em Alpinópolis ainda vai ser obrigado a pagar por mais esse serviço público? E lá vai o suado dinheiro de nossa gente escorrendo pelo ralo do esgoto, literalmente falando. Se há uma finalidade de obter ganho ambiental no tratamento do esgoto que vai ser despejado no Ribeirão Conquista e, posteriormente, na represa de Furnas, que isso seja custeado integralmente pelo “primo rico” da nação, o Governo Federal, que abocanha 70% do bolo tributário. Não basta apenas fornecer o dinheiro para a execução da obra (mais de R$ 17 milhões, neste caso específico), é necessário custear a manutenção do sistema, porém isso é “empurrado” para as administrações municipais que, por sua vez, argumentando dispor de recursos limitados para gerenciar as cidades, terminam por “empurrar” a despesa para o cidadão. O pobre trabalhador é que vai acabar pagando a conta. Outra particularidade sobre esse assunto que não está recebendo as devidas atenções é o capítulo da prestação de contas. Como se fiscalizará o gerenciamento do alto volume de recursos que registrará a contabilidade da nova autarquia? Como o cidadão poderá saber se o dinheiro que está sendo sugado do seu bolso é aplicado adequadamente? Se o leitor ainda não sabe a SASALP será um órgão de administração indireta, assim como é a Petrobrás, e todos são testemunhas do que vem acontecendo nesta última. O rombo financeiro na Petrobrás está sendo descoberto aos poucos e a roubalheira realizada mostra que, há muito tempo, os cofres da instituição vem sendo saqueados sem o menor escrúpulo, tudo por falta de uma adequada fiscalização. Guardando as devidas proporções, será que isso poderá vir a acontecer também por aqui? Talvez…

Claudio Krauss

06 de Dezembro de 2014

Em Alpinópolis há uma “política para a saúde” ou uma “política com a saúde”?
Editorial

Em Alpinópolis há uma “política para a saúde” ou uma “política com a saúde”?

Em agosto comemorou-se o Dia Nacional da Saúde. Mas será que no Brasil, e notadamente aqui pelas bandas da cidade dos ventos, teríamos motivos para comemorar? A realidade do cidadão, que paga altíssimos impostos para receber um serviço de qualidade, nos diz que não. E não é por falta de dinheiro, pois basta uma rápida olhadela na Lei Orçamentária do Município de Alpinópolis para ver que há uma previsão de gastos de quase R$ 11 milhões para o setor em 2014. É para essa pasta que está destinado o maior montante de recursos dentro da Prefeitura de Alpinópolis, quase 30% de tudo que entra nos cofres públicos daqui. Então fica fácil perceber que o sistema de saúde no município carece mais de eficiência do que de verbas, ou seja, o problema tem mais a ver com desorganização, ineficiência e politicagem do que com falta de dinheiro. É triste encarar a realidade de que por aqui, como em muitas outras cidades brasileiras, existe uma “política com a saúde” e não uma “política para a saúde”. Boa parte dos recursos visa tão somente financiar ações politiqueiras, que tem como foco principal angariar votos com a realidade de cidadãos que se encontram fragilizados devido a seu estado de saúde. Faz-se uma campanha política permanente utilizando dinheiro público e muita lábia. O pobre pagador de impostos acaba por acreditar que está, realmente, recebendo um grande favor daqueles “anjos” e se vê obrigado a restituir o benefício com seu voto. Essa politicagem apodrecida vem, há muito, tornando nosso sistema de saúde ineficiente, paternalista e caro. Com a proximidade das eleições a coisa piora. Nessa época fervilham os “favores” políticos na saúde e os exames e cirurgias são marcados como se estivéssemos na Inglaterra. Isso sem contar as liberações de recursos federais e estaduais para construção de postos de saúde, compra de veículos e aquisição equipamentos para o setor. O eleitor é iludido com essas manobras politiqueiras e cai, outra vez, na tapeação de quem só quer o seu voto. No meio de tanta ardileza é simples concluir que não adianta colocar mais dinheiro em um sistema desfocado como é, atualmente, o nosso. Primeiro é necessário melhorar a gestão para que não se repitam os velhos vícios de sempre. Diante dessa constatação, aumenta a certeza de que Alpinópolis precisa mudar imediatamente seus parâmetros de administração pública. Não dá mais para compactuar com uma gestão que não consegue definir uma política séria de saúde, que não executa uma especificação de metas claras para melhorar a vida das pessoas. Por aqui, seja quem seja, busca obstinadamente perpetuar-se no poder utilizando-se de equipamentos públicos para fazer uma política de partido em uma verdadeira campanha eleitoral de caráter permanente. Precisamos urgentemente de pessoas capazes de melhorar a gestão do sistema e resolver, com os recursos disponíveis, os reais problemas que afetam a população alpinopolense. Que todos sejam atendidos com a igualdade que a Constituição Federal garante aos usuários, independente de sua raça, classe social, religião ou posicionamento político. É importante que a população de Alpinópolis se conscientize que a utilização do comando gerencial da saúde como meio para fazer politicagem é crime.

Claudio Krauss

05 de Setembro de 2014

Ventania e as eleições em tempos de redes sociais
Editorial

Ventania e as eleições em tempos de redes sociais

A interferência do mundo virtual na vida política é algo que não se pode mais negar. Depois que protestos organizados pelas redes sociais levaram os brasileiros às ruas no ano passado para exigir serviços públicos “padrão FIFA” do governo, os políticos mais astutos se viram obrigados a rever suas estratégias de comunicação na internet. O que não falta é candidato criando página oficial, turbinando suas redes sociais e até contratando assessores de comunicação para alinhar suas investidas à linguagem dos internautas. Às vésperas de uma campanha eleitoral, atingir o público de forma massiva, interativa e eficiente é fundamental. Alpinópolis não é diferente dos outros lugares do mundo e a classe política ventaniense já se arremessa pelas veredas virtuais. Nossa conservadora cidade apenas recentemente (e não sem certa relutância) passou a admitir que os tempos mudaram e que um bom e operativo projeto de comunicação pode causar tanto uma aclamação assertiva quanto um desastroso desempenho nas urnas. Os envelhecidos caciques políticos se rendem à tecnologia e, aos poucos, buscam aprimorar as estratégias objetivando moldar suas campanhas eleitorais aos novos tempos. A primitiva tática do “tapinha nas costas” parece estar com os dias contados e seus resultados vão se mostrando menos eficazes a cada novo pleito. Foi preciso que a popularidade da nossa classe política despencasse, devido aos ataques virtuais sofridos a partir de 2011, para que as representações partidárias alpinopolenses acordassem e começassem a reagir nesse sentido. Atualmente os partidos já contam com elementos em suas estruturas de organização que os permitem se adequar à realidade de um mundo online. Ainda há muito que melhorar, mas os primeiros passos já foram dados. Um dos focos de preocupação dos grupos políticos da cidade é a juventude. É essa parcela do eleitorado que compõe a maioria dos usuários das redes sociais e que, reconhecidamente, esteve à frente das manifestações virtuais que fustigaram nossos políticos nos últimos três anos. É um público que tem na memória recente apenas os últimos 12 anos da política alpinopolense e, aos poucos, vai entendendo o que cada grupo significa e significou para a cidade. Esconder algo desse eleitor tornou-se tarefa difícil e as redes sociais são as principais responsáveis pela divulgação das informações. Agora resta a cada grupo a tarefa de montar suas estratégias digitais e apoiar os candidatos que buscam os votos do eleitorado ventaniense. E para aqueles dinossauros que ainda insistem em duvidar da força da web, basta apenas direcionar seu olhar ao maior exemplo da influência de marketing digital nas eleições de 2014, Barack Obama que está aí, reeleito pela população americana, e que muito deve à sua popularidade na internet, provando que as mídias sociais realmente funcionam.

Claudio Krauss

17 de Agosto de 2014

Alpinópolis… Uma cidade à mercê do crime?
Editorial

Alpinópolis… Uma cidade à mercê do crime?

Já foi o tempo em que a violência era característica apenas das grandes cidades do país. Um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que a taxa de homicídios em pequenos municípios cresceu 52,2% nos últimos 10 anos. Enquanto isso, em sentido contrário, nas grandes cidades houve uma queda de 26,9% nos índices de assassinatos. Nas cidades médias, cujas populações variam entre 100 e 500 mil habitantes, a taxa cresceu 7,6%. Fato é que já não é necessário consultar pesquisas de institutos especializados para perceber isso, haja vista que a realidade tem se jogado nua e crua em nossa frente. Aqui em Alpinópolis, por exemplo, apenas nos primeiros sete meses de 2014 foram registrados cinco casos de homicídio, o que dá uma média de um assassinato a cada 42 dias. Isso sem contar os demais crimes violentos como assaltos a mão armada, espancamentos e estupros. Não é muito difícil achar explicações para essa interiorização da violência. O crime organizado tem encontrado cada vez mais resistência nos grandes centros e vem procurando lugares convenientemente adequados a seus padrões para se alojar. O carro chefe das principais facções criminosas do país, o tráfico de drogas, tem buscado alternativas para manter seu lucrativo comércio ilegal em ascensão e sua mais eficiente artimanha é transferir estrategicamente frentes para cidades pequenas. Mas o que levaria os chefões das organizações a se decidirem por determinadas localidades? Por que algumas cidades são escolhidas e outras não? As razões são muitas, mas certamente uma das principais é a facilidade em arregimentar pessoas da própria localidade para servir às quadrilhas. O próprio nome já diz: CRIME ORGANIZADO. E são de fato organizados, basta ver que agem com planejamento, estudam estatísticas, leis, documentos públicos e características dos locais onde pretendem instalar-se. Uma das diretrizes utilizadas é o levantamento e verificação de cidades em que o poder público investe pouco em esporte, lazer e cultura. Essas são as mais apropriadas, pois é possível encontrar grande número de crianças e adolescentes ociosos, o que facilita muito o aliciamento e a conseqüente aquisição tanto de mão de obra necessária quanto de público consumidor para o nefasto negócio prosperar. Um município como Alpinópolis parece ser um prato cheio para os abutres do crime organizado. De um lugar onde a prefeitura gasta menos de 1% de seu orçamento em ações que envolvem cultura, esporte e lazer, não se pode esperar muita relutância contra essas investidas perversas da delinqüência. Em 2013 havia uma previsão orçamentária de quase R$ 632 mil para aplicação nessas atividades, porém apenas R$ 307 mil foram de fato empregados. Só a título de comparação, a Prefeitura Municipal gastou somente com pagamento de horas de máquina/aluguel de caminhões e compra de massa asfáltica (objetos daquela famigerada CPI que parece ter acabado “em pizza”) cerca de R$ 700 mil no mesmo período, ou seja, mais que o dobro que em atividades culturais, esportivas e de lazer. Apesar dos pesares, seria injusto culpar exclusivamente o poder público pelo aumento da violência que vem assolando nossa cidade, mas seguramente a destinação adequada de recursos orçamentários para ações que podem impedir que o crime se propague dentro da comunidade já seria metade da caminhada para acabar com essa situação terrível que vivemos. Podemos e devemos exigir que o percentual de investimento nessas áreas estratégicas seja aumentado, mas até lá teremos que nos virar com o que oferece a Lei Orçamentária 2014 que está em vigência. Exijamos então que, pelo menos, o montante que está previsto para o financiamento dessas atividades seja aplicado integralmente nelas. Infelizmente sentimos muito em informar ao leitor que já começamos mal, a julgar que estamos no meio do ano e, até agora, foram investidos menos de R$ 195 mil nessas ações. Considerando que a Prefeitura Municipal já teve um gasto geral de quase R$ 16 milhões, isso significa que o setor foi responsável por magros 1,2% do total de despesas pagas. Pelo andar da carruagem podemos pressentir que vamos fechar o ano de 2014 sem cumprir o que está previsto no orçamento municipal e, mais uma vez, deixar nossa população, principalmente as crianças e adolescentes, sem os devidos investimentos nessa área vital para o desenvolvimento social. Tomara que este nosso desanimador pressentimento esteja errado.

Claudio Krauss

11 de Julho de 2014

A violência em Alpinópolis
Editorial

A violência em Alpinópolis

A criminalidade aumentou na Ventania nos últimos tempos ou seria mera impressão nossa? Temos observado uma onda de crimes que a cada dia nos surpreende menos e nos faz sentir nas entranhas essa esquisita sensação de estar em lépido caminhar rumo ao caos. Estatísticas nos jogam na cara que já não vivemos em uma cidade tranquila. Segundo dados disponibilizados pela Polícia Militar, somente neste primeiro quadrimestre de 2013 nosso município foi palco de 24 crimes considerados violentos, o que nos dá a escandalosa média de um delito dessa natureza ocorrido a cada cinco dias. Esses números colocam Alpinópolis em um patamar de criminalidade muito superior ao de municípios do mesmo porte de nossa região. Dado importantíssimo que não pode ser omitido é que, em absolutamente todos esses crimes, houve envolvimento de menores, quase sempre portando armas de fogo. A situação é alarmante e, pelo andar da carruagem, tende a agravar-se ainda mais. De acordo com a PMMG, Alpinópolis presenciou um aumento vertiginoso no índice de criminalidade nos últimos meses e esse rastilho de pólvora não dá sinais de que se extinguirá. Essa afirmação pode ser testificada com algumas estatísticas que mostram, por exemplo, que no primeiro semestre de 2011 não houve registro de nenhum roubo a mão armada nos limites do município. No mesmo período de 2012 foram assinaladas três ocorrências do mesmo crime e, apenas nos quatro meses iniciais do ano de 2013, os delitos dessa natureza já alcançam a surpreendente marca de 23 casos. O crescimento é assombroso e pede providências urgentes. Diante desse cenário, seria correto afirmar que uma geração de bandidos está despontando em Alpinópolis? Talvez seja essa uma afirmativa um pouco exagerada, mas pode ela servir como um sinal de alerta que nos leve a reconsiderar os caminhos e opções que estamos oferecendo aos jovens e crianças de nossa cidade. Não diferente de qualquer pequena localidade interiorana, sabe-se que Ventania carece de alternativas saudáveis de lazer que incluam espetáculos esportivos e atividades culturais para fazer frente aos bares, festas e shows esporádicos, ambientes geralmente regados a álcool e drogas, que são praticamente as únicas opções de recreação disponíveis por aqui. Fato é que essa modalidade de lazer, há muito, vem tirando o sono das famílias alpinopolenses. Em face dessa preocupante conjuntura, haveria algum caminho para uma possível redução (porque não dizer supressão) dessa onda de criminalidade que perturba essa cidade que foi segura e tranquila em tempos idos? Se esse caminho de fato existe, podemos afiançar que seguramente deve ser pavimentado por investimentos, públicos e privados, em cultura e esporte. Porém, parece que o poder público alpinopolense mantém, desde a canetada dada em 1938 pelo governador Benedito Valadares, a desanimadora tradição de destinar escassos recursos orçamentários para a manutenção dessa espécie de atividades. Além de sermos obrigados a engolir os miseráveis percentuais direcionados a esse fim pela Lei Orçamentária Anual, ainda fomos surpreendidos, já no início deste ano, com um infeliz corte de projetos culturais e sociais mantidos pela prefeitura, sob alegação de economia. É onde vemos se concretizar o ditado popular que afirma que “o barato sai caro”. O maior prejuízo não é o financeiro e sim o social. Em contrapartida aos cortes, vimos emanar da mesma fonte declarações de que havia premente necessidade de efetivar ações reparadoras como solicitação de aumento de efetivo policial, reforma de cadeia, ampliação do Poder Judiciário na Comarca, entre outros procedimentos que, a nosso ver, não tratam em absoluto a raiz do problema da violência, mas servem tão somente para “apagar incêndios”. Parece que nossa classe política ainda não compreendeu que o que salva, de fato, não é extinguir o fogo e sim evitar que ele comece. Depois que as chamas ardem, apagá-las somente nos deixará seu legado de cinzas. Policiamento e punição remediam mas não resolvem, pois deixam a causa do problema descoberta. É necessário identificar o que tem promovido essa debandada de jovens para os caminhos do crime que, naturalmente, tem gerado a avalanche de violência presenciada nestes últimos tempos. Seria muito injusto designar apenas ao poder público toda a carga de culpa por essa problemática. A responsabilidade também é nossa, da comunidade alpinopolense, que tem a obrigação de contribuir para o estancamento dessa criminalidade hemorrágica que, efetivamente, está saindo de nosso controle. Podemos e devemos exigir atitude do poder público, mas não temos o direito de nos reservar a proferir críticas e esperar que tudo seja resolvido apenas pelos governantes. Encerramos dizendo que o argumento aqui montado não busca apontar “culpados exclusivos” para o problema da violência em Alpinópolis. A grande questão é abrir os olhos para o que tem ocorrido e buscar soluções sustentáveis, cada um em sua alçada. Faça sua parte, mobilize seu bairro, sua escola, sua igreja, sua associação ou seu partido político. Coloque em prática uma ação válida e mostre para a Ventania que você faz a diferença.

Claudio Krauss

17 de Maio de 2013

EDITORIAL
Editorial

EDITORIAL

Enquanto isso na Ventania… Para decepção de alguns o Tribuna Alpina não é um veículo político partidarista. Até seria uma linha editorial muito lida e comentada. Nossa equipe observou recordes de visualizações, compartilhamentos via Facebook e comentários sobre as recentes notícias e matérias envolvendo eleições e suas repercussões na cidade. A tentação de se manter a linha existe, pois o Ventaniense torna-se inflamado quando o assunto é política local. Defende com unhas e dentes seus pontos de vista e seus candidatos. É uma fórmula de sucesso e tanto para o nascente projeto que já mostrou grande repercussão local tratando o assunto.  Por que não será feito? As bases e fundamentos em que se baseia a linha editorial do Tribuna Alpina se calcam em dois pilares de sustentação. Primeiro, o Ventaniense: pessoa aqui nascida ou que abraçou a cidade porque aqui tem família e origens, amigos ou conhecidos. Ou aquele que simplesmente gosta do lugar, percebe suas belezas espalhadas por toda cidade e arredores  ou acha a vista da Serra da Ventania impressionante de todos os ângulos, principalmente a do centro da cidade, em volta da igreja da matriz, outro cartão postal. O Ventaniense tem vários privilégios aqui e sabe valorizar o que não há em outros lugares do mundo. Segundo, quer-se publicar feitos desses Ventanienses, ilustres ou anônimos. O Tribuna Alpina quer dar destaque sempre para os acontecimentos promovidos na cidade e por gente da cidade. Existem inúmeros exemplos de grandes coisas feitas por gente daqui. Queremos descobrir e dar-lhes o devido crédito, além de possibilitar que outros conheçam e porque não se inspirem em grandes feitos e possam trilhar suas próprias jornadas de sucesso e realização. A equipe do Tribuna Alpina, claro, não fecha os olhos para o que desperta o interesse das pessoas na cidade. Seria incongruente não participar dos acontecimentos em época de eleições que são o assunto principal da cidade nos períodos pré, durante e pós campanha. A última série de publicações se deu simples e puramente porque é exatamente o que se ouviu, se comentou, se viu, se sentiu vindo das pessoas que aqui residem ou mantém vínculo com a cidade. Baixada a poeira de toda a movimentação e mobilização da cidade em torno de candidatos, partidos e seus apoiadores, agora voltamos a nossa programação normal. Tudo o que for de gente da Ventania e feito por gente da Ventania tem espaço garantido neste projeto que desde seu início tem plena consciência de seus objetivos principais: informação e cidadania. São bem vindos quaisquer assuntos de interesse local, incluindo a política. Não queremos é deixar de lado nossos músicos, poetas, educadores, empreendedores, líderes e todas as outras pessoas que fazem e vêem a Ventania como ela é: apesar de todos os pesares, gigante e com potencial de sempre se destacar e ser maior e melhor do que qualquer outro lugar.

Claudio Krauss

17 de Outubro de 2012

Parceiros

Nossos Patrocinadores

Empresas que acreditam e apoiam o jornalismo local de qualidade

Quer anunciar no Tribuna Alpina?

Entre em contato